sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Manifesto dos Gêneros


Ficou meio curto, mas tá aí.

Um espectro ronda as mulheres desde a antiguidade. A exemplo da polis de Atenas, onde elas  não possuíam participação política mesmo se fossem atenienses  puras. Esse fator vem se agravando desde então até os fins do Século XIX, no qual o ideal de sufrágio feminista veio  à tona no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. A ideologia aparentemente visava quebrar as barreiras opressoras impostas por homens, as quais distinguem os sexos de maneira a aparentar uma superioridade entre um e outro. Mas por sorte  Voltairine de Cleyre e Margaret Sanger já faziam campanhas pelos direitos sexuais, reprodutivos e econômicos das mulheres nesta época e sensibilizaram-nas e sensibilizaram também alguns homens sensatos, fazendo-os lutar ao seu lado. Essa luta entre sexos refletiu-se no Brasil  e teoricamente acabaria em 1932, quando a mulher alcança sua participação política.  Apesar disso, a mentalidade gerada pela exclusão social feminina ainda perpetuou por muitos anos, até que nos anos 80, o movimento feminista alcançou sua plenitude, assim como os antigos modos de produção já haviam encontrado-a. Nesse tempo de Primavera dos Sexos, a mulher preparou seu próprio túmulo ao conscientizar o homem da exploração antes sofrida por ela. As correntes feministas visam encontrar a igualdade plena de convivência entre gêneros apenas nos setores sociais que as fossem favoráveis. A mulher jamais pediria um homem em casamento, pois tem em sua mentalidade a obrigação masculina a propor o ato do matrimônio. Afirmam desejarem romance, doçura e gentileza, porém amam a brutalidade e sentem prazer ao serem sobrepostas por palavras masculinas. O macho, ao perceber isso, aproveitou-se da fraqueza feminina e de suas próprias ideias para desmantelar o feminismo. Não há quem tenha razão entre a Luta de Gêneros, pois assim como o homem explorou a mulher, ela também aproveitou-se da fraqueza masculina. Traindo,  mentindo  e fingindo orgasmos. Deixam de lado, pisam, fazem de bobo um sincero homem de família-Evangélico-Homem para casar, para correrem atrás de um Cafajeste-Mulherengo, que por sua vez, a trairá depois. Não há gênero superior. Machistas e feministas, percebam isso. Nenhum de vocês está lutando pela igualdade plena de convivência entre gêneros, mas sim pela superioridade de seu próprio lado. Homens e mulheres de todo o mundo, uni-vos.




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